Sábado corrido para médicos que fazem exame para validar diploma

Foto: Reprodução/ Irineu Júnior/ Secop Suzano

Médicos que tem diploma obtido no exterior farão no sábado, 17 de novembro, prova de validação para poderem atuar no cenário nacional brasileiro. O Revalida será aplicado durante dois dias diferentes e dois turnos de aplicação em cada um.

A segunda etapa ocorrerá nas cidades de Brasília (DF), Curitiba (PR), São Luís (MA), Manaus (AM) e Belo Horizonte (MG). De acordo com o Inep, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, mais de 900 médicos farão a prova, tanto os brasileiros que formaram-se fora, quanto os estrangeiros formados fora do país.

Os médicos que farão a prova, na segunda etapa, terão que percorrer dez estações para investigar problemas de história clínica, interpretação de exames complementares, formulação de hipóteses diagnósticas, demonstração de procedimentos médicos e aconselhamento a pacientem ou familiares.

O presidente eleito, Jair Messias Bolsonaro, deixou claro a exigência na aplicação do Revalida. Como por exemplo Cuba, para Jair Bolsonaro, este é um requisito mínimo para os médicos atuarem no país. Em contrapartida, as autoridades cubanas não veem com bons olhos, pois acreditam que o governo brasileiro está questionando a preparação dos médicos ao exigir que submetam-se à revalidação do título para serem contratados. Recentemente, após declarações do presidente eleito, Jair Bolsonaro, Cuba deixou o programa de Mais Médicos.

O programa Mais Médicos foi criado em 2013, na gestão da presidente Dilma Rousseff, com o intuito de levar médicos a regiões distantes e periferias do Brasil. Na época, a presidente fez uma parceria com o governo de Cuba, por meio da organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e não exigia uma validação do diploma. Porém, sua decisão foi muito questionada por entidades médicas brasileiras.

O Revalida, desde a sua criação, ficou conhecido por ser uma prova dificílima. Para ter-se uma noção, no primeiro ano de aplicação, apenas 12,13% dos participantes obtiveram um resultado positivo, já em 2012, a porcentagem caiu para 9,85%, 2013 teve o pior índice de aprovação.

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