A jornada de estudo dos jovens brasileiros

Foto:Reprodução/Internet

No último domingo, dia 11/11, os estudantes de todo o Brasil foram fazer a prova do Enem, mas para muitos estudantes as mais de 10 horas de provas foram apenas o começo de uma longa maratona. cinco estudantes de 18 a 23 anos que sonham se formar em medicina. Entre eles, há quem vá fazer até 89 horas de provas em 10 vestibulares diferentes, enfrentando concorrência de mais de 300 candidatos por vaga.

A rotina de estudo de muitos brasileiros são parecidas: são cerca de seis horas de aulas pela manhã, de segunda a sexta; reforços quase diários com aulas extras de até duas horas e meia; estudos diários com leituras e resolução de exercícios até as 21h ou 22h. Os simulados ocorrem aos sábados e, assim, eles vão mensurando como estão se saindo.

Conforme vão passando os anos e a experiência com vestibulares aumenta, eles começam a focar em disciplinas mais específicas ou processos seletivos mais adequados ao perfil de cada um. Autoconhecimento para identificar as dificuldades e autocontrole para lidar com a ansiedade são conceitos-chave para os vestibulandos.

Para o coordenador pedagógico do Curso Anglo Daniel Perry, o estudante não deve passar de 10 vestibulares por ano, caso contrário, poderá se esgotar com a rotina de provas. Para ele, não é a quantidade de provas que garante o sucesso do aluno. “É preciso saber lidar com suas fortalezas e fraquezas. São jovens, além das provas, tem todas as questões da vida acontecendo”, disse ele.

Kim Matheus, coordenador pedagógico da Hexag Medicina de Campinas, orienta os alunos a encontrarem o perfil próprio de prova e se dedicar a estes vestibulares. “A Vunesp, por exemplo, faz vários processos seletivos. Se o aluno tem perfil de humanas, tem que fazer as provas da Vunesp. Se é exatas, Fuvest. Se é interpretação de texto, Enem”, conta.

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