Clima tenso atrapalha votação

Foto:Reprodução/G1

Clima tenso marca a reunião de terça-feira. A comissão especial da Câmara dos Deputados realizou uma nova reunião para tentar analisar o projeto conhecido como Escola Sem Partido. Mais uma vez, houve bate-boca entre os deputados favoráveis e contrários ao texto.

Defensores do texto afirmam que o objetivo é evitar a “doutrinação ideológica” nas escolas, que, segundo eles, geralmente é alinhada com a esquerda.

Já os contrários à proposta, argumentam que o projeto fere a liberdade de aprender e ensinar e não estimula o pensamento crítico dos estudantes.

A comissão tenta votar o parecer do relator, deputado Flavinho (PSC-SP), há vários meses. Desde julho, já foram realizadas seis reuniões, mas sem que o texto avançasse.

A reunião desta terça-feira (20) teve início por volta das 16h20 e foi suspensa por volta das 18h devido ao início da Ordem do Dia, período de votações no plenário da Câmara. Uma nova reunião foi convocada para as 9h desta quarta (21).

Os ânimos ficaram exaltados, pois, parlamentares do PT, PCdoB e PSOL, contrários à matéria, alegaram que não estavam tendo o direito de fala respeitado. Houve troca de acusações e provocações.

Em determinado momento, deputadas contrárias ao texto se levantaram e foram reclamar com o presidente da comissão. A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) chegou a chamá-lo de “tirano”.

O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) o criticou e disse que não estava reconhecendo o estilo de Marcos Rogério, que no passado foi o relator do processo de cassação do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Como nas reuniões anteriores, o acesso ao plenário da comissão dos manifestantes foi controlado por meio de senhas. Na sessão da semana passada, houve um tumulto por conta disso.

Do lado de fora, um grupo maior protestava com gritos e palavras de ordem.

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