Funcionários do Centro de Saúde tem salários atrasados

Funcionários do 16o Centro de Saúde, localizado no Pau Miúdo, fazem denúncias sobre a falta de pagamento que já ultrapassa 55 dias, além disso, relatam ocasiões de assédio moral. Uma servidora relatou que a Prefeitura de Salvador tirou a antiga empresa de prestação de serviço médico no dia 26 de setembro, afirmou que no lugar da antiga empresa, contrataram a Fabamed. Porém tem gerado dor de cabeça, pois a atual empresa não esta pagando os salários dos funcionários.

Segundo uma funcionária: “Ela (a Fabamed) coloca R$ 20 ou R$ 30 de transporte no cartão e só. Somos técnicos, auxiliares e enfermeiros sem dinheiro para levar para casa e ninguém da empresa chama para falar nada. Sou mãe de família e estou desesperada. Não podemos reclamar, pois estamos pisando em ovos com as ameaças veladas feitas pelos gestores”. A funcionária relatou que a empresa diminuiu o valor do salario no momento da troca de empresas. Ela permaneceu por medo de ficar desempregada no meio dessa crise financeira existente.

A servidora também denunciou caso de assédio moral. Segundo ela, após uma parte de seus colegas serem demitidos nos primeiros 45 dias, a outra parte restante passou a escutar que os próximos poderão ser eles. Causando um pânico generalizado na equipe que permaneceu.

Segundo a nota postada em um portal de noticias, a assessoria da SMS informou sobre o pagamento à Fabamed pelos 30 dias de gestão do 16º Centro de Saúde, que será efetuado nesta quinta-feira (22). “O mesmo ainda não havia sido realizado por causa da falta de apresentação de documentação necessária à administração pública. O descumprimento dessa exigência impede o repasse de recursos. O não repasse, porém, não justifica o atraso de salário dos profissionais. No contrato com a Secretaria de Saúde, está previsto que a empresa contratada tenha fluxo de caixa com capacidade para arcar com as despesas das unidades em até 90 dias. Essa cláusula contratual, no entanto, não foi cumprida. Por isso, paralelamente ao pagamento que está sendo efetuado, está sendo aberto também processo administrativo contra a Fabamed, podendo resultar em sanções previstas na Lei do SUS como aplicação de multas”, citou a secretaria.

A SMS destacou ainda que o contrato estabelece que o órgão tem um prazo de 30 dias, a contar da apresentação da nota fiscal, para a execução de pagamento e esse prazo não venceu.

Sobre as denúncias de assédio moral, a SMS informou que os funcionários precisam formalizar a queixa na secretaria, pois “assédio não é uma prática aceitável”.

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