Ministro da Educação é nomeado pelo Twitter

Foto:Reprodução/G1

Nesta quinta-feira (22), o presidente eleito Jair Messias Bolsonaro posicionou-se sobre o novo ministro da educação. O filosofo Ricardo Vélez Rodríguez foi anunciado pelo Twitter. Ricardo Vélez autor de mais de 30 obras, atualmente é professor emérito da Escola de Comando e Estado Maior do Exército.

 Na especulação anterior a sua decisão, o nome do professor Mozart Neves Ramos era o que estava sendo dito como certo, porém com a rejeição da bancada evangélica, o presidente eleito voltou atrás.

“Velez é professor de Filosofia, mestre em Pensamento Brasileiro pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, doutor em Pensamento Luso-Brasileiro pela Universidade Gama Filho e pós-Doutor pelo Centro de Pesquisas Políticas Raymond Aron, de Paris, com ampla experiência docente e gestora”, disse Jair Bolsonaro através da sua conta no Twitter.

Bolsonaro chegou a reiterar que a escola deve ser destinada a ensinar disciplinas e que temas como ideologia de gênero devem ser abordadas peça família. .“Quem ensina sexo para criança é papai e mamãe”, afirmou. “Escola é lugar de se aprender física, matemática, química e fazer com que no futuro tenhamos um bom empregado, um bom patrão e um bom liberal. Esse é o objetivo da educação.”

O futuro ministro registra suas ideias sobre o Ministério da Educação em um blog. Onde ele prometeu que em sua gestão será “Mais Brasil, menos Brasília”, lema utilizado pelo presidente eleito jair Bolsonaro.

 “Aposto, para o MEC, numa política que retome as sadias propostas dos educadores da geração de Anísio Teixeira, que enxergavam o sistema de ensino básico e fundamental como um serviço a ser oferecido pelos municípios, que iriam, aos poucos, formulando as leis que tornariam exequíveis as funções docentes”, afirmou Ricardo Vélez. No texto, informa que um dos que apoiaram sua indicação foi o “professor e amigo Olavo de Carvalho”.

Ricardo Vélez também fez duras críticas às provas do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), prova formulada pelo Inep. Segundo ele, o nível de complexidade do Enem é alto, mas é utilizado como “instrumento de ideologização do que como meios sensatos para auferir a capacitação dos jovens no sistema de ensino”, seguindo a mesma linha de pensamento de Jair Bolsonaro.

No total, já são 11 nomeados para os ministérios, são: Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Paulo Guedes (Economia), General Augusto Heleno (Segurança Institucional), Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia), Sérgio Moro (Justiça), Tereza Cristina (Agricultura), General Fernando Azevedo e Silva (Defesa), Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Wagner Rosário (Transparência e CGU), Luiz Henrique Mandetta (Saúde), André Luiz de Almeida Mendonça (AGU), Gustavo Bebianno (Secretaria Geral da Presidência) e Ricardo Vélez Rodríguez (Educação).

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