Alok fala sobre polêmicas

Durante sua passagem em Moçambique, na África Oriental, o DJ Alok mostrou como vive algumas crianças que perderam seus pais por causa do HIV. E em um dos registros, o Dj aparece ao lado de um garoto com um dos olhos muito machucado, logo após, o músico virou alvo de críticas, sendo acusado de estar se autopromovendo ao compartilhar as dificuldades vividas pelo povo. E durante sua passagem em Salvador, no último domingo (9), Alok se defendeu.

“Eu fico triste de ver as pessoas falando isso, porque foi uma coisa que eu sempre faço sem esperar nada em troca. Eu só espero que a vida das pessoas transforme para melhor. Teve outras críticas em relação ao movimento e que eu fiquei chateado, porque para mim nunca foi uma questão de branco e negro, foi uma questão de humano para humano. Eu tenho o meu instituto no Rio de Janeiro que é de humano para humano. Eu ajudo hospitais de combate ao câncer de humano para humano. Não é uma questão de gênero ou de raça, para mim não tem essa”, desabafou.

O músico contou que prefere não devolver os xingamentos, e que tem buscado se desenvolver cada vez mais, conversando com pessoas que lhe agregam. “Eu entendo perfeitamente, eu não julgo as pessoas que me xingaram de branco filho da puta, porque eu entendo o que elas sofreram. Pessoas que de repente foram sempre caladas. Eu juro que eu tento entender, eu juro por Deus. Mas assim, eu quero que elas entendam que nunca foi por maldade alguma forma que eu tenha ofendido. Eu to aqui para aprender. Eu tenho ligado para várias pessoas do movimento para tentar me ensinar um pouco mais, porque eu não vou parar o que eu to fazendo, eu vou fazer pelo resto da minha vida. Ou vocês me ensinam ou vou continuar errando por muito tempo. Mas o que eu não vou deixar, é deixar de fazer”,

O brasileiro faz parte do projeto chamado Fraternidade sem Fronteiras que pratica o acolhimento desses pequenos, fornecendo alimentos, cuidados médicos e atividades pedagógicas e culturais.

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