Flávio Bolsonaro tinha funcionário fantasma

O senador eleito do Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro, tinha um funcionário fantasma em Portugal. Wellington Sérvulo Romano, um dos ex-assessores de Flávio na Assembleia do Rio de Janeiro (Alerj), passou 248 dias em Portugal recebendo salário de R$ 5.400.

As investigações feitas pelo Ministério Público, a partir de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que encontrou movimentações suspeitas na conta de Fabrício José Carlos de Queiroz, ex-assessor que atuava como motorista do senador, mostrou novas informações que apontam favorecimento a um outro assessor.

Segundo informações da Rede Globo, em matéria exibida ontem (12) no Jornal Nacional, Romano, passou 248 dias em Portugal recebendo integralmente seu salário de R$5.400. O zelador do prédio onde consta o endereço do ex-assessor no Rio de Janeiro, inclusive, chegou a afirmar que ele vive “há anos” em Portugal com a família.

Tenente-coronel da Polícia Militar, Romano começou a trabalhar como assessor de Flávio Bolsonaro em abril de 2015.

Ao JN, Flávio Bolsonaro afirmou que “não procede” a informação de que o ex-funcionário morava em Portugal enquanto trabalhou para ele na Alerj, mas que a família do ex-assessor mora no país europeu e tem cidadania portuguesa.

Nas redes sociais, Flávio também afirmou que Sérvulo já tinha um crédito de 160 dias de férias adquirido junto à Polícia Militar. E que teve direito a outros 60 dias de férias nos anos de 2015 e 2016.

“No entendimento de minha assessoria, pelo fato de ele estar vinculado a órgão da Polícia Militar, tratava-se de um direito adquirido do servidor”, disse Flávio.

 

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