O perigo do Slime

Se você é pai, mãe ou convive com uma criança, já deve ter escutado falar sobre o Slime. A maior febre da garotada, que da pra fazer bolhas gigantes, esticar, enrolar, e fazer uns barulhinhos maravilhosos. O problema é que essa nova tendência entres as crianças carrega certo perigo.

O ingrediente é classificado como altamente tóxico
(Foto: Shutterstock/Reprodução)

O brinquedo que lembra a amoeba, é geralmente feito com cola e ativador, sendo que esse segundo ingrediente é o bórax ou água boricada, encontrado em farmácias, que pode custar R$ 64 reais. Mas de acordo com Maria Fernanda Barros, farmacêutica responsável pelo Centro de Informação do Medicamento, do Conselho Regional de Farmácia do Estado da Bahia, a substância pode trazer riscos.

“Em 2011, a Anvisa proibiu o ácido bórico que estava presente em alguns cremes infantis, por dar reações adversas. Se ingerido ou entrar em contato com feridas, pode dar erupções cutâneas, gastrointerite, insuficiência renal, náuseas, vômitos, diarréias, convulsões… E, se cair no olho, ainda pode trazer ardor, queimação, inchaço”.

Mas sucesso do brinquedo é tanto, que dois shoppings da Capital estão com espaços exclusivos para a produção do Slime.

Foto: divulgação

No Salvador Norte, a oficina dura 30 minutos e custa R$ 20. Só podem participar crianças de 3 a 12 anos e o funcionamento é de segunda a sábado, das 9h às 22h, e domingo, das 13h às 21h.

No Shopping Barra, são R$ 25 por 45 minutos. Para crianças a partir de 4 anos, ficando aberto de segunda a domingo, das 12h às 21h, sendo que, aos sábados, inicia às 9h.

Mas é importante ficar em alerta, pois a ANVISA avaliou o bórax, na classificação toxicológica, como classe II – ou seja, altamente tóxico.

 

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