Governo Bolsonaro muda edital de livros e exclui temas como violência contra a mulher

A gestão de Bolsonaro mudou edital de livros, deixando de exigir referências bibliográficas que apoiem a estrutura editorial dos livros, o que abrange mais a margem de erro e retirou temas como violência contra a mulher, a promoção das culturas quilombolas e dos povos do campo.

Para membros do time do presidente Jair Bolsonaro, esses seriam temas da esquerda. O primeiro ato do novo ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, foi desmontar uma secretaria do MEC responsável por ações de diversidade, como direitos humanos e relações étnico-raciais.

Além disso, o deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, publicou no Twitter no último dia 5 que os professores não deveriam ensinar sobre feminismo.

No último dia 2, o site do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação divulgou o edital consolidado do PNLD 2020 já com as alterações feitas pela gestão Bolsonaro. A partir de agora, as novas leituras não mais precisam estar comprometidas com a agenda da não violência contra a mulher. Além disso, assuntos relacionados aos quilombolas, principalmente os que promovem a cultura dos descendentes de africanos escravizados, e aos povos do campo foram suspensos.

Se anteriormente o edital exigia que livros didáticos apresentassem as referências bibliográficas, agora as editoras não precisam mais ter essa preocupação. Por outro lado, publicidades, que no edital 2018 ainda estavam vetadas, podem retornar às páginas, já que essa parte do edital também foi excluída. Vale lembrar que propagandas são vetadas pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente.

Mais uma alteração foi feita no edital: agora, não existe mais a preocupação com diversidade nas ilustrações das obras. A pluralidade social e cultural do país pode ser deixada de lado, já que esse trecho também foi apagado.

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