Brumadinho: Entenda o que aconteceu

O rompimento da barragem em Minas Gerais, ocorreu na sexta-feira (25), deixando um caminho de destroços. Com o deslizamento a área administrativa da empresa, propriedades e casas da região foram completamente destruídas.

Após a barragem 1 se romper, a onda de lama que se formou passou por mais duas barragens enquanto descia morro abaixo. A uma distância de 7 quilômetros do rompimento, a lama atingiu um dos afluentes do São Francisco, o rio Paraopeba.

Dados do Serviço Geológico do Brasil apontam que  até este domingo (27), a lama fez um percurso de 46 quilômetros pelo rio e chegou próximo a uma usina termoelétrica em Juatuba, em Minas Gerais.

Até que desemboque na usina de Retiro Baixo, na cidade de Pompéo, a estimativa é que a lama percorra cerca de 310 quilômetros.

Riscos

O presidente da Vale disse que o volume de rejeitos vazados com o rompimento  é de 12 milhões de metros cúbicos. Segundo o Cadastro Nacional de barragens da Agência de Mineração, as barragens em propriedade da Vale no Córrego do Feijão eram consideradas de baixo risco, porém havia riscos de dano potencial alto. A barragem 1, construída em 1976, era utilizada para a disposição de rejeitos.

Neste domingo um aviso deixou os moradores da região em estado de alerta, a informação era que havia possibilidade de outra barragem se romper, a 6, no entanto a possibilidade foi descartada.

Solidariedade

Militares Israelense chegaram hoje em Belo Horizonte para ajudar no resgate das vítimas da tragédia.  No 4º dia, após o rompimento da barragem, as buscas foram retomadas na manhã de hoje (28). Estão confirmados 60 mortos, 292 desaparecidos, 382 pessoas localizadas e  192 resgatadas.

Em entrevista o presidente da Vale, Fábio Schvartsman, disse que a maioria dos mortos no incidente eram funcionários e terceirizados da empresa .  A sirene não tocou, e centenas de pessoas que estavam trabalhando foram atingidas, até quem estava no refeitório, no horário de almoço, não conseguiu escapar.

A justiça decidiu pelo bloqueio de 11 bilhões da empresa Vale, responsável pelas barragens. Além disso, a empresa também pagará multa no total de R$ 350 milhões.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, em entrevista, afirmou que o apoio dos militares de Israel vai “aumentar muito a chance de encontrar novos sobreviventes” e dar mais “agilidade para encontrar vítimas”. A preocupação é achar os sobreviventes e vítimas e que “donativos não tem feito diferença para melhor”, declarou.
Há 3 anos ocorreu um desastre semelhante com a barragem da Samarco, em Marina (MG). A empresa que também pertencia a Vale e a BHP Billition.

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