Fundamentos da Consciência

– 13/02/19
– Coluna: Consciência em Foco

– Colunista: Profa. Dra. Maribel Barreto
– Tema: Consciência

FUNDAMENTOS DA CONSCIÊNCIA

“A Consciência sabe fazer ser verificada
não só a sua importância,
mas também a sua relevância”.
(Jair Tércio, 2009)

Partimos da premissa de que se queremos mudar o mundo necessitamos que a mudança básica aconteça dentro de nós, o que revela a importância da Consciência. Com ela, confirmamos que não permaneceremos assim eternamente. Para tanto, a Consciência em grau cada vez mais significativo, pois assim como um átomo tira do seu núcleo sua energia, também um furacão tira do seu olho toda a sua pujança, bem como o Ser Humano tira do seu centro sua força. Neste sentido, temos o dever moral de investir no nosso centro, potencializando nossas realizações, em todas as esferas do nosso viver, quer pessoal, profissional, bem como espiritual, afinal, o centro é toda parte.

De tal modo, é função da Consciência não somente compreender a Realidade, mas vivenciá-la, de maneira direta, correta e completa no cotidiano do nosso viver, oportunizando transformações, de forma cada vez mais urgente, intensa e plena; e fortalecendo a consonância de nossa Consciência interna, individual, com a Consciência externa, Universal.

Ao tratarmos da Consciência e sua importância, enaltecemos que esta implica em atentar-se aos fatos da realidade, tanto interior quanto exterior, favorecendo um viver consciente, portanto, equilibrado, consigo, com o outro e com o Todo do qual fazemos parte. Para tanto, bem conviver com o mundo objetivo e o mundo subjetivo, lembrando que o mundo objetivo é superficial, não substancial e transitório. Já o mundo subjetivo favorece absorvermos o seu valor significativo real, qual sua conduta o denunciará.

Eis que quanto maior integração, de forma equilibrada, com os mundos objetivo e subjetivo, maior será o grau de nossa Consciência, portanto, maior é o grau da nossa capacidade de alcançar, perceber e discernir a única verdade digna do nome, a partir de nós mesmos, de maneira atemporal, eterna, portanto, imutável.

Peter Dziuban, em seu livro Consciousness is all: now life is completely new (2006), bem evidencia acerca da eternidade da Consciência. Para ele, a perfeição eterna que a Consciência é, não está distante num estado divino em algum lugar. Buscar Deus, portanto, significa localizar-se, ou melhor, perder-se nEle. Neste sentido, quanto menor a distância, maior o grau de compreensão e força de realização.

Vale lembrar, entretanto, que existe mais presença em nós do que sentimos falta e necessitamos nos conectar, de forma firme, segura e definitiva com esta força que nos constitui, certos de que quanto mais focamos nossa Consciência em nós mesmos, em nosso centro, mais os possíveis conflitos são evitados e os existentes são extintos, os quais não passam de novos desafios que devem ser enfrentados, vencidos e superados, à luz das Leis Naturais que regem o Universo, que repousam na nossa Consciência.

Ela, portanto, a nossa Consciência, está sempre presente em nossa natureza e nossa natureza segue sempre o que implica, indica e orienta as Leis Divinas, as Leis Universais, enfim, as Leis Naturais que regem o Universo, em prol da sua evolução abreviada e consciente. E assim, quando a Consciência está presente, a experiência humana é inteira; e mais do que inteira, é total; e muito mais do que total, é plena, porquanto identificadora. Que possamos, assim, nos identificar na essência com nosso Criador, que somos, pois somente assim toda e qualquer distância poderá ser extinta. Lembrando que ser consciente o bastante implica viver sem tempo, sem distância e sem resistência.

Esperamos, neste contexto, que toda e qualquer distância que exista entre nós e o Todo que somos, e reside em nós e no Todo, possa ser extinta, afinal, enquanto há distância, há relatividade, por conseguinte, há incompreensão. Eis que o problema da incompreensão não deve ser nosso; para tanto Consciência em grau cada vez mais significativo.

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