Recursos da Consciência

– 18/06/2019
– Coluna: Consciência em Foco

– Colunista: Profa. Dra. Maribel Barreto
– Tema: Consciência

RECURSOS DA CONSCIÊNCIA

“Se silenciado interiormente, o Ser Humano educa-se,
disciplina-se e desperta a sua Consciência
e a utiliza como recurso para o cumprimento de seus deveres,
na conquista da evolução, inclusive, abreviada”
(Jair Tércio, 2009)

A primordial ocupação do Gênero Humano deve ser, o mais breve possível, tornar-se e manter-se Consciente da sua razão de existir, bem como agir concomitante em função disto, sob pena de fazer, de si mesmo, mais um recurso de criação de conflitos, não só individuais, mas também sociais. Pois, senão nada, pouco adianta o Ser Humano querer encontrar-se em estado de ser melhor e não conquistar os devidos valores, métodos e recursos para manter-se no mesmo. Nesta perspectiva, o Ser Humano deve buscar saber determinar os recursos necessários, inclusive, os sutis e subjetivos; bem como deve buscar saber demonstrar a importância de se aprender, principalmente com a experiência de interioridade.

Neste sentido, vale considerar que o nosso interior tem recursos que o externo não tem; e quem já concebe a verdade disto, em si mesmo, sabe. Sabe, inclusive, reconhecer que a inteligência é também um dos recursos disponíveis para o despertamento, construção e desenvolvimento da nossa Consciência. Até porque, é da inteligência favorecer ao Ser Humano estar naquele estado de ser do qual só dele se pode receber as revelações novas e absorver o seu valor genuíno da sua existência.

É da inteligência suprir nossas inquietações. É da inteligência nos mostrar que temos a eternidade à nossa disposição. Enfim, é da inteligência nos colocar no centro do ciclone de nossas buscas, a ponto de nos favorecer tornar-nos Conscientes de nossa essência mais profunda. Eis que é da inteligência, e não do intelecto, abrir as portas das dimensões da Consciência que existe também no Ser Humano.

Ora, o fim do Ser Humano está no seu Princípio Divino; o seu primeiro e último meio é o autoconhecimento; e os seus únicos recursos são as Leis Divinas, as Leis Universais, enfim, as Leis Naturais que regem o Universo, estas que repousam na sua Consciência. Quem sua Consciência desperta, constrói e/ou desenvolve, em grau significativo o bastante, não se afeta com o oposto, com o relativo, enfim, com o que é superficial. Assim, na medida em que autoconhecemos, conhecemos o nosso interior, que deve ser conhecido até a sua mais íntima profundidade; e quanto mais nos autoconhecemos, melhor nos movimentamos em relação ao mundo exterior, que deve ser conhecido até a sua mais ampla superficialidade.

Neste contexto, importa lembrar que a unidade de pensamento entre a religião, filosofia e ciência é o recurso mais poderoso para o conhecimento da vida como um todo, e tende a ser mais ainda, na medida em que a complexidade das relações entre o indivíduo, a sociedade e o meio ambiente exige ser compreendida cada vez mais brevemente. Portanto, quem quer caminhar em busca da verdade não precisa de demonstrações, mas da construção e o despertamento de sentimentos elevados; da construção de pensamentos segundo a eleição de valores imutáveis; do exercício da reflexão; e do correto direcionamento às nobres aspirações.

Assim, devemos imitar a Deus, mas como Ele nos criou, pois que, como um Verdadeiro Pai, Ele vive bem conduzindo os seus filhos, dando-lhes, princípios morais, éticos e estéticos elevados; portanto Universais. Coisa da Consciência! Afinal, em boa condição vivem aqueles que boa condução têm.

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