Justificativa da Consciência

– 14/01/19
– Coluna: Consciência em Foco

– Colunista: Profa. Dra. Maribel Barreto
– Tema: Consciência

JUSTIFICATIVA DA CONSCIÊNCIA

“Quanto maior é a Consciência
maior é a possibilidade de contato com a nossa essência”.
(Jair Tércio, 2009)

Só a evolução tem aquele instante que passa a capacidade de conduzir-nos ao nível de compreensão que está por vir, qual restabelece-nos àquilo que em essência somos – coisa que só a Consciência admira, descobre e celebra-nos, disponibilizando para os devidos fins. Ora, não é porque não se pegou, não se viu ou não se ouviu algo que se pode negar a sua existência, porquanto a realidade não é, nem está na aparência, mas na essência.

Eis a relevância da Consciência, o fato de que, quando manifestada no Ser Humano, em grau significativo, o ajuda a eleger valores morais, éticos e estéticos, no mínimo, elevados;  a identificar as faculdades e qualidades formadoras do seu ser; bem como a buscar saber, significativamente, acerca do Princípio Criador, da Finalidade da Vida e da Razão de Nossa Existência, inclusive e principalmente, a partir de si mesmo, possibilitando, cada vez mais, o viver da essência; e quem assim procede tão logo percebe-se não se apegando a nenhuma forma ou aparência.

Justamente por este motivo, a Consciência livrar-nos da ditadura da aparência. Quanto mais Consciência tem o Ser Humano, menos conflitos e menos desequilíbrios tem e na sociedade produz. E por isso consideramos que a conduta do Ser Humano é diretamente proporcional ao grau de Consciência por ele, até então adquirido.

Assim considerado, o Ser Humano é o centro, é o cerne, é o foco da questão, pois não é possível termos uma sociedade equilibrada se o Ser Humano está fragmentado.

Portanto, a mudança, reforma e/ou transformação da sociedade inicia-se com a mudança, reforma e/ou transformação de nós mesmos, em nossa individualidade; deste modo, é dever nosso viver em estado de eterna transformação, de eterno renascimento, por conseguinte, devemos bem avizinhar-nos das coisas que nos são mais próximas e não das mais distantes, mesmo porque, não é possível haver transformação, se não houver compreensão do objeto a ser transformado. E não pode haver compreensão se não houver atenção plena, enfim, aproximação. Neste sentido, cabe considerar que empreender na transformação do átomo exterior, como até então fazemos, demonstramos não saber, ainda, como realizar a transformação do nosso átomo interior.

Eis que podemos, mais uma vez, reportarmos ao exemplo dos grandes mestres da humanidade, que demonstra, factualmente, a verdade do fato de que a transformação, momento a momento, não é presunção, mas arma do sábio. Afinal, reforma, mudança ou transformação alguma ocorre na sociedade, enquanto não ocorre reforma, mudança ou transformações na Consciência da individualidade que a compõe, mantém e amplia. Contudo, muito importa empreendermos na transformação, e não nas reformas e/ou mudanças, porquanto, diferente das últimas, transformação implica naquela revolução que é irreversível, pois que se realiza no interior.

Portanto, devemos ser breves e conscientes na busca desta revolução que possibilita, minimamente, o enfraquecimento das paixões animalescas; a construção do senso de igualdade, extinguindo toda e qualquer desavença; o desenvolvimento da fraternidade, ocupando o espaço do egoísmo; bem como o alcance da liberdade como expressão máxima da Consciência. Neste caso, estamos tratando da única revolução indispensável, que é a revolução espiritual, portanto, aquela que se realiza no interior do Ser Humano.

Oxalá compreendamos que o Ser Humano, esse objeto que reflete as ações, tem o dever moral de agir de forma que se denuncie como um Ser originário daquele Ser que é o Centro Absoluto de onde partem todas as ações, de modo a conceber a verdade que reside no fato de que quem não concentra a sua atenção em si mesmo não sabe o que é vigiar; e quem vive assim não constrói seu centro; seu Ser; enfim, sua Consciência.

Quiçá a humanidade compreenda que devemos ser, desde cedo, educados de forma a não perdermos o caminho verdadeiro, de modo que possamos contemplar o fato de que sempre haverá estrelas brilhando para nos mostrar o caminho; que quem contempla, no mínimo, exercita o caminho interno; porquanto a Consciência mais do que só mostra o seu caminho.

Assim sendo, é inconteste e inegável que a realidade está disponível para todos, mas é preciso se pôr a caminhar. Eis onde reside o valor real e significativo da Consciência, qual nos impele a exteriorizá-la sob forma de ação.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *